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Por onde ides, caros confrades?

Não tenho explicação para o facto dos co-autores deste blogue "Shame On You You Sheep Shagger You" e "Mega" terem desaparecido da galeria de colaboradores, na lateral, à direita. Seria motivante o regresso de Patch-Echo, bem como a estreia (!?) de Aragón... Ó da casa!?

Por trás de um Arbusto

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«Na verdade, nunca mais se falou de como se afundou o navio que legitimou a tomada de Cuba aos espanhóis, nem da entrada dos EUA na II Grande Guerra, então justificada pela inesperada (?!) invasão do espaço aéreo norte-americano, tomado por um enorme enxame de kamikazes que, depois de atravessar, incógnito (?!), meio mundo, fez Pearl Harbor em fanicos. Além disso, havia que fazer-se algo bem mediático, para não restarem dúvidas à desfavorável opinião pública americana. A técnica, semi-pírrica, é já antiga. E os americanos continuam a tomar-lhe o gosto como se pela primeira vez, em todas as primeiras vezes, porque a memória é, tarde ou cedo, apagada ou, ao jeito orwelliano, reescrita. Desde há milhares de anos de estratégia militar que certas unidades são sacrificadas em função de finalidades outras. Não convém, no entanto, que elas saibam que vão ser sacrificadas...» Escrevia mais ou menos isto numa caixa de comentário do blogue A Sombra . Mas, mais importante, há algo que queria parti...

Tamiflu: a galinha dos ovos de ouro de Rumsfeld

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Circula pelas caixas de correio electónico uma mensagem deveras intrigante que coloca num triângulo não amoroso mas bastante rentável o Tamiflu, Donald Rumsfeld (Secretário de Estado da Defesa norte-americano) e a conspiração sob a alimentação do medo pelo desconhecido, no caso, por uma estranha doença ou vírus. Segundo reza o dito mail, a informação foi extraída do editorial da revista DSalud , uma das mais conceituadas revistas mundiais na área da saúde. Ali se comunica que o vírus da gripe das aves foi descoberto há nove anos no Vietname; que, desde então, morreram apenas 100 pessoas em todo o mundo, e que foram os americanos quem propagandeou a eficácia do Tamiflu (antiviral humano) como preventivo – fármaco de cujos cientistas independentes dizem apenas aliviar alguns sintomas da gripe comum, sendo a sua eficácia questionada por grande parte da comunidade científica. Segundo o texto, «perante um suposto vírus mutante como o H5N1 , o Tamiflu apenas aliviará alguns sintomas», sendo ...

Diário de... Notícias?!

Será possível que um terço da primeira página de ontem (dia 24) do DN tenha sido dedicada ao regresso dos Gato Fedorento? E ao centro? Com uma foto gigantesca? Mas aquela malta nunca ouviu falar da tábua de valores do Harris?, de critérios de noticiabilidade? Será que Portugal parou ontem? Nada de relevante terá acontecido no dia 23?
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Blasfemos de meia tigela...

Escrevia assim, anteontem (2.3.06), um tal de Gabriel Silva, co-autor do blogue Blasfémias , num post que titulou "Sorry? - 2": «Freitas do Amaral, Ministro dos Negócios Estrangeiros, na Assembleia da República: '(...) Mas é que para mim não era. Não era o essencial. O essencial estava muito para além e muito mais fundo do que o problema da violência. Que era apenas uma reacção....condenável, mas compreensível, face às ofensas, enormes, que tinham sido feitas a toda a comunidade islâmica pelos cartoons, do tal jornal de extrema-direita dinamarquesa (...)' Tenho para mim como totalmente incompreensível que um Ministro de um Governo fale e assuma posições em nome pessoal. Que neste caso consiga separar o « problema » e a « violência ». Que entenda que a violência era « apenas » (repare-se bem: « apenas »), uma « reacção ». Então, que tal « violência » seja « compreensível » ultrapassa tudo o que se possa imaginar! Isto não é um ministro, é uma caricatura!» Não resisti ...

Os cartoons dos cartoons...

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Uma segunda vaga de cartoons, desta feita alusivos à reacção àqueles publicados no jornal dinamarquês Jyllands-Posten, já entrou em marcha, sendo certo que órgãos de informação (?!) islâmicos iniciaram também uma verdadeira campanha de injúria utilizando o mesmo "armamento", cujas munições contêm tinta, muita tinta (antes assim)... Descobri aqui coligidos uma série de cartoons (estes, com piada) dos melhores cartoonistas de todo o mundo (onde só falta mesmo o Ricardo Galvão), intitulada Those Muhammad Cartoons ... De lá escolhi uns quantos, que hoje publico. Não a despropósito, ainda há pouco mais de duas semanas o grande caricaturista português Ricardo Galvão me desenhou caricaturalmente, obra que, por acaso, emoldurei anteontem. Não me fez mais bonito... Talvez lhe faça uma espera à saída do jornal A BOLA, com um bando de capangas... Não perde pela demora... Bob Englehart Stephane Peray Matt Davies John Deering Jeff Stahler Dario Castillejos Ingrid Rice Christo Kom...

Os cartoons que muitos ainda não viram

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Partindo do sensato pressuposto de que nem as acções e intenções da América (ou dos americanos) podem ser deturpadamente confundidas com aquelas da administração Bush; nem as do Islão com as dos chamados radicais árabes, hoje, num acto de coragem assumida, publico os cartoons da discórdia, que alguns já dizem estar na origem da Terceira Guerra Mundial; outros, que são substância de consistência à coisificação da Guerra de Civilizações, para muitos, apocalípticos, o fim do mundo, o dia do juízo final, a derradeira batalha entre o Bem e o Mal - apesar de, do meu ponto de vista, ver dois males em rota de colisão, ambos sob o pretexto - esse sim, sacrílego - do Bem... O despoletado pelos desenhos, que muitos ainda não tiveram oportunidade de ver (os cartoons foram literalmente censurados nos Estados Unidos da América), colocou em xeque, por um lado, a herança das maiores conquistas civilizacionais do Ocidente, a em tempos utópica liberdade de expressão, e por outro, um profundo dogma esp...
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Outdoor com Cavaco só mesmo assim... (cortesia d' O Acidental )
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Morte aos chibos

Só um àparte: se eu fosse patrão e me viessem fazer queixinhas ou denegrir a imagem de um colega, era o bufo, o delator, o chibo traidor, esse Judas desleal qual Janus, que eu exemplarmente puniria. E tanto pior o castigo, quanto a injustiça da acusação. Aragón? Entonces ?
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Só o silêncio de Aragón não nos compensa agora... Anda daí, companheiro!, e completa o círculo de três vértices para que eu volte a publicar!
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Segundo passo e meio

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E assim piso eu a «terra prometida» agora. Se a sua localização é no México e se a villa se chama «Chuaterca de los Álamos», isso já não sei dizer. O que sei é que se espera a chegada do terceiro cavaleiro na busca do Graal incorpóreo das ideias e das palavras. Aragón, que haces? Te esperamos amigo! Só avanço quando o círculo se completar. Espera-se o terceiro passo; o terceiro amigo.

Aragón, el gringo de La Chuaterca de los Álamos

Ela tinha as unhas partidas. Na mão, um copo de whisky. A saia destapava-lhe as pernas, os seios transbordavam, redondos, da camisa justa de cetim com motivos florais, e nada se dizia a seu favor naquela casa de reputação. A meretriz dançava ao som da rumba com um salto partido, e a barriga da perna, tensa, fazia-se notar. Ernesto viu nela Cassandra sob o lusco-fusco carmesim e o álcool entorpecente. Parecia-lhe o amor da sua vida, a bela Cassandra que o deixara só, para depois se intoxicar em aspirina, antidepressivos e analgésicos (que Ernesto sempre julgara serem supositórios); beber 75 cl. de whisky; desmanchar, irascível, o vestido de noiva; elogiar Evita Perón e Pinochet na mesma frase, e tudo na mesma noite, na mesma meia-hora. Depois, Ernesto só se recorda de a ver lançar-se da varanda, em voo picado para a glória vertiginosa da morte vomitada de um sétimo andar. Ernesto, o quixotesco caixeiro-viajante uruguaio, levantou-se da cadeira que se ouvia ranger em dias de silêncio sol...

Primeiro passo

E assim piso a terra prometida. Com os pés no chão e sem pretensões. Escrevo simples, penso simples, escrevo simples. Faço disto mote, mote para o resto... n.b. - Post original de Patch-Echo... ou será Sheep Shagger?
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Passo propedêutico

O título deste blogue poderia ter sido o de uma qualquer novela mexicana. Patch-Echo tinha, no entanto, uma ideia predefinida para a titulação baptismal do blogue dos três amigos: «Porque Não Tem Talo o Nabo». Parecera-me, no mínimo, original, mas demasiadamente humorístico e algo brejeiro. Seria difícil, tendo por cabeça tal título, escrever com seriedade e, pior, ser lido com seriedade, em sendo esse o caso. Chegámos à conclusão que "Crónica dos Maus Malandros" nos dava margem de liberdade e progressão suficiente para nos deslocarmos agilmente entre a novela mexicana e a opinião construtiva. Na verdade, este é já o segundo blogue criado sob tal cabeçalho. Acontece que, da primeira vez, algo correu menos bem com o template - coisas de nerds informáticos e linguagem html - e Patch-Echo eliminou a experiência, mas não sem antes se salvar o conteúdo. Na altura, faltava a adesão de Aragón, o terceiro " de los tres amigos ". Por hora deste post serei eu o único ...